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Tuesday, July 10, 2007

MITSUBISHI Lancer Evolution X - Tecnologias explicadas (ASC, ACD, AYC e Sport ABS)

O próximo Lancer Evolution X será a montra tecnológica da Mitsubishi já que com ele a marca irá introduzir novas ou evoluções de algumas ajudas electrónicas que estarão ao serviço do condutor. Ora então temos:
  1. ASC (Active Stability Control)
  2. ACD (Active Center Differential)
  3. AYC (Active Yaw Control)
  4. Sport ABS (Sport Antilock Brake System)
  1. Em primeiro lugar temos o ASD, que como o nome indica, controla activamente a estabilidade do carro, monitorizando o que se passa em todas as quatro rodas em tempo real e actuando em conformidade. E faz isso controlando a força que é transmitida a cada roda pelo motor bem como a pressão de travagem adequada. Esta tecnologia é uma evolução do anterior Evo, sendo a principal diferença a adição de sensores de pressão dos travões em cada roda, permitindo um controlo mais refinado/preciso da rotação de cada roda. Este sistema permite um aumento da tracção quando em aceleração, simulando o efeito de travagem com o pé esquerdo, já que em caso de perda de aderência por uma qualquer roda o sistema pode travar essa roda de modo a esta voltar a agarrar ao solo. Será uma grande vantagem quando for preciso efectuar alguma manobra mais súbita que implique mudar de direcção mais depressa (para evitar algum obstáculo por exemplo), já que nem precisamos de nos lembrar de travar com o pé esquerdo ou de mais nada, é só travar e virar que o carro faz o resto.
  2. Logo de seguida temos o diferencial central que controla a relação de binário entre as rodas traseiras e dianteiras e que é constituido por uma embraiagem hidráulica de múltiplos pratos, controlada electronicamente. É um sistema completamente autónomo que gere a quantidade de força que deverá ter cada eixo em cada momento, permitindo ir desde um escorregamento completo da embraiagem até ao bloqueio total, rodando os dois eixos com a mesma velocidade. Isto permitirá obter uma resposta ao acelerador em quaisquer condições de piso, esteja ele seco, molhado ou até coberto de gelo.
  3. Depois temos o AYC que actua através do diferencial traseiro reduzindo os efeitos de qualquer mudança súbita de direcção ou guinada mais brusca na direcção, ajudando a cancelar o momento criado pelo peso do carro aquando de tais manobras que o levaria a sair demasiado largo em curvas mais apertadas, aumentando a performance em curva.
    YAW - "Guinada, mudança de direcção; rotação de um satélite ao redor de um eixo vertical com a terra." @ Link
    Actua também como um diferencial de escorregamento limitado, permitindo evitar o escorregamento das rodas traseiras em pisos mais escorregadios ou, em casos extremos, quando se perde o controlo do carro, ajudando a ganhar tracção o mais depressa possível ou mesmo nunca a perder. Esta tecnologia já cá anda desde o Evo IV, lançado em 1996, tendo sido revista para o VIII lançado em 2003. Em comparação com o anterior e mais modernos de todos (o do Evo IX) o novo sistema ganha sensores de guinadas mais sensíveis e precisos bem como controlo sobre os travões, pudendo usar os mesmos para garantir ainda mais estabilidade.
  4. O Sport ABS não é mais do que um ABS evoluído e aperfeiçoado para condução mais desportiva. O ABS serve para evitar o bloqueio das rodas quando se efectua uma travagem mais brusca, permitindo ao condutor continuar a virar mesmo em travagem. Este novo sistema está ligado aos sensores de guinadas, permitindo ainda maior eficácia nas travagens em curva, já que para além de não deixar bloquear as rodas tem conhecimento das condições de pressão exercidas em cada roda.
Foi ainda apresentada a nova caixa de embraiagem dupla bastante engenhosa mas semelhante às usadas pelas VW e Audi, e por isso mesmo não me vou alongar mais. Resumindo, o novo Evo X deverá ser uma terrífica máquina em pisos menos agradáveis (estou-me agora a lembrar dos Rallys que eu faria se tivesse um...) mas também em pista com sistemas como o AYC que deverão aumentar ainda mais as performances em curva.

Mais Info @ Link
Vejam ainda a galeria com montes de fotos.

Monday, July 2, 2007

Por definição - Fibra de carbono

"Despite hurtling into a solid concrete wall at over 250 km/h, the driver survived the crash in his race car made from carbon-fibre composites virtually unscathed. Mercedes-Benz harnesses the safety benefits offered by carbon-fibre materials for the body of the new SLR McLaren Roadster, and builds its open-top super-sports car almost entirely from this exotic material as standard. Consequently, the new high-performance roadster not only serves up an exclusive open-air feast for the senses, it also offers a standard of safety that is unparalleled in this segment." @ Link
Os mais recentes avanços no uso de fibra de carbono têm-se provado fundamentais no alcance de elevados níveis de segurança, enquanto se mantém a massa dos veículos em que é usada em níveis aceitáveis. Vejam o que aconteceu com Kubica no Canadá quando ele embateu a cerca de 250Km/h contra uma parede de cimento e apenas sofreu pequenos ferimentos e escoriações. Tivesse sido o mesmo acidente há 10-15 anos e teríamos outro Senna para lamentar. Desde o tal acidente, várias foram as manifestações públicas provenientes dos mais variados elementos da industria automóvel com o intuito de promover o uso de materiais como a fibra de carbono na construção de já imensos automóveis, sendo que quase todos são ainda de gama altíssima, longe das possibilidades do comum dos mortais (digam isto a um português e a resposta dele certamente reunirá uma instituição bancária de renome e a palavra crédito na mesma frase...). De qualquer maneira, a Mercedes resolveu dar a conhecer ao público a estrutura do mais recente SLR descapotável, para mostrar como foi reforçada para aguentar a falta do tejadilho. Vejam na imagem em cima: à esquerda o carro normal e à direita a estrutura do mesmo. Segundo a Mercedes, o monocoque (célula dos passageiros) é construido em fibra de carbono o que em caso de acidente a alta velocidade, garante que pelo menos aquele espaço onde se encontram os passageiros sai intacto.
"Naturally, it is not possible to completely transfer Formula One technology into a vehicle intended for everyday use, in which comfort criteria also need to be taken into account..." @ Link
Afirmou o Dr. Rodolfo Schöneburg, chefe de segurança de passageiros da Mercedes. Não é possível passar tudo o que se usa na F1 para carros de estrada mas muito do que se usa lá tem de ser cruzado com os carros chamados desportivos que atingem velocidades astronómicas, categoria onde se encaixa este Mercedes. Para além da questão do conforto também os preços de produção bastante altos - devido ao elaborado método usado para a sua obtenção - inibem ainda o uso intensivo de tais materiais.

"Carbon-fibre reinforced materials are characterised by their extreme rigidity and a level of energy absorption in an impact that is four to five times higher than that of steel or aluminium..." @ Link
Mas estou para aqui a falar de fibra de carbono e muitos certamente apenas conhecerão o nome mas não terão ideia do que é nem de como é obtida. Passemos então à breve explicação. Em primeiro lugar a fibra de carbono é constituida por átomos de carbono, que têm propriedades bastante específicas e excepcionais, como a elevada temperatura de vaporização (3.700º) e a capacidade de manter a sua forma mesmo sob elevadas temperaturas ou forças enormes. Mas não é só daí que advém a resistência das fibras de átomos de carbono, é preciso ordená-los da melhor maneira possível de modo a que os átomos se protejam uns aos outros, criando o material mais resistente possível. E é aí que entra a estruturação dos átomos de carbono. Sem querer tornar este post uma aula de química (não que eu tenha conhecimentos para tal...) vejam na imagem em baixo como fica a estrutura propriamente dita (para quem esteja interessado na parte química, pode ler no link uma explicação mais aprofundada):

Vêem à direita os átomos de carbono todos alinhadinhos em hexágonos? Esta é a estrutura final da fibra de carbono que tanta força e resistência lhe garante, devido essencialmente às propriedades do carbono.
"A fibra básica, após ser tratada (carbonização, grafitização e oxidação) consegue produzir fibras de carbono mais resistentes que o aço, (em termos de pressão por cm²)tendo como cor natural o preto." @ Link
Só para terem uma noção da rigidez que o material adquire depois do tratamento necessário. É realmente impressionante. Depois de criados os filamentos de átomos de carbono propriamente ditos, é necessário agrupá-los em cabos de até 48 mil filamentos (bem visíveis na imagem ao lado). Depois de se lhe dar uma forma mais definida, é necessário aplicar-lhe uma camada de resina epoxica que manterá os cabos na forma que os deixarmos e que depois de polida lhe dá o brilho e aspecto que todos conhecemos. Simples não? Pois, parece bastante simples mas é um processo dispendioso e demorado, daí ser ainda difícil colocar este material em maior número de carros. É necessário tempo e capital para o fazer e nem todos têm acesso ao segundo, pelo menos nas quantidades necessárias...
"Os filamentos do carbono têm um diâmetro típico de 7 a 11 microns, que normalmente estão agrupados em até 48 mil filamentos. Como exemplo, na construção de barcos geralmente são usados entre 3 mil a 12 mil filamentos por cabo, e quanto maior o número de filamentos, menor o custo do material." @ Link
Espero ter sido suficientemente esclarecedor. Qualquer dúvida ou questão, já sabem, não hesitem em perguntar. ;)

Mais Info @ Link Link Link Link

Friday, June 29, 2007

Motor rotativo explicado (Vídeo)

Já aqui tinha explicado o que é um motor rotativo, agora o sr TW arranjou estes vídeos que mostram os detalhes. São mesmo especiais estes motores mas o maior problema parecem ser os consumos...

Thx TW ;)

Sunday, June 17, 2007

Cavalinho Rampante da Ferrari - O porquê

Alguma vez se perguntaram o porquê de o símbolo da Ferrari ser um cavalo a sacar cavalo? (que é como quem diz cavalinho rampante) =D
Caso ainda não saibam, fica aqui a bela da explicação:
The prancing stallion - Ferrari's famous emblem of a prancing stallion on a yellow background comes from Enzo Ferrari himself. He explains:

The horse was painted on the fuselage of the fighter plane flown by Francesco Baracca, a heroic Italian pilot who died on Mount Montello: the Italian ace of aces of the First World War. In 1923 ... I met Count Enrico Baracca, the pilot's father, and subsequently his mother, Countess Paolina. One day she said to me, "Ferrari, why don't you put my son's prancing horse on your cars; it would bring you luck." ... The horse was black and has remained so; I added the canary yellow background because it is the colour of Modena.
Tudo para dar sorte! O pobre do piloto é que não teve assim tanta sorte... =D
@ Link

Wednesday, June 6, 2007

Por definição - Diferencial

Alguma vez se perguntaram como funciona o diferencial de um carro? Então imaginem o seguinte: o que acontece às rodas de lados opostos do vosso carro quando vocês dão uma curva? Reparem que a distância percorrida pela roda que ficar por fora é maior do que a distancia percorrida pela roda que ficar por dentro. Por exemplo, numa curva à direita as rodas esquerdas tem de andar mais depressa do que as direitas para fazerem o mesmo percurso. Para ficarem ainda com uma ideia melhor, vejam a imagem seguinte que ajuda a perceber a relação entre rotações de cada roda.
Simples, não? Tendo isto em conta, foi necessário arranjar maneira de deixar a roda que fica por fora nas curvas rodar mais livremente, cortando a ligação directa que até aí havia entre rodas do mesmo eixo, e foi aí que nasceram os diferenciais como o na imagem em baixo. Tendo em conta um carro de tracção traseira, o que se passa é o seguinte:
Antes de sequer se pensar no diferencial, temos o eixo de transmissão, que como o nome indica, transmite potência às rodas traseiras por um eixo que percorre o carro de um lado ao outro, desde a caixa de velocidades até ao eixo traseiro. Na ponta desse eixo está um pinhão de ataque que serve para fazer rodar uma coroa que roda "solta", não estando presa a nenhum semi-eixo de nenhuma roda. Ligados a essa coroa estão dois pequenos pinhões de ataque denominados satélites que rodam com a coroa e que fazem rodar o planetário de cada semi-eixo e consequentemente o mesmo. E aqui é que começa a história do diferencial. Reparem, se o carro for em linha recta, as duas rodas giram à mesma velocidade e os planetários estão parados, pois é o movimento de translação à volta do eixo das rodas que faz movimentar esse mesmo eixo. Nestes casos, a coroa podia perfeitamente estar a fazer rodar as rodas sozinha, nem havia necessidade de mais nada.

(Diferencial traseiro de um Land Rover)
















Mas quando se entra numa curva um semi-eixo vai ganhar rotação enquanto o outro perde, ficando um a rodar mais do que o outro. Continuando com o exemplo de uma curva à direita, se a velocidade se mantiver constante e a roda direita passar a rodar a 80%, a roda externa passaria a rodar 120%. O que o diferencial faz é permitir isso mesmo, uma compensação entre as duas rodas de modo a permitir à roda exterior rodar mais depressa do que a interior, não perdendo nunca a aderência já que ambas as rodas estão a rodar com o piso, acompanhando sempre a velocidade do carro. Sem este mecanismo, dar uma curva a alta velocidade significaria perder muita velocidade, uma vez que a roda de fora travaria o andamento porque continuaria sempre a rodar tanto como a que fica por dentro.

Mas o que acontece quando uma roda perde a aderência, por exemplo? Nesses casos é necessário o uso de dispositivos autoblocantes que bloqueiam as rodas uma à outra e que funcionam como a embraiagem do carro, podendo bloquear mais ou menos, até a um máximo de 100% em que as duas rodas têm de rodar à mesma velocidade, estando como que ligadas directamente uma à outra. Funciona como um limitador do diferencial, cancelando a sua acção.
Para melhor perceberem como tudo funciona, aqui têm um vídeo da Porsche que explica o funcionamento do diferencial usado no 928 que usa electrónica para controlar a velocidade de rotação de cada roda em vez de mecânica e que possui ainda autoblocante.


Mais Info @ Link Link
Vídeo de diferencial traseiro de Land Rover em funcionamento @ Link

Sunday, May 20, 2007

MAZDA 787B | Por definição - Motor rotativo

Eu estou sem palavras! Antes de lerem o que quer que seja ouçam bem este som:

Jesus christ my god! Ouviram só aquilo? Que vos pareceu? Um F1? Tá mal! Era mesmo o Mazda 787B que venceu as 24h Le Mans em 1991, tornando-se o primeiro carro japonês a alcançar tal facto. Mas o mais impressionante é mesmo o motor que usava. Preparados? O motor, que se pode ver na imagem seguinte, era um 2.6l R26B rotativo! Tal como o do RX-8 também da Mazda! E digam lá que não é uma coisa linda!

E mandava ou não um som brutal? Quase épico, diria mesmo. Nunca ouvi nada assim! Cá para mim, qualquer dia trocam os motores de F1 por estes... Não sabem o que é um motor rotativo? No problem! Em espanhol percebe-se bem! (@ Link)
"Un motor rotativo de combustión interna en el que un rotor triangular gira dentro de una carcasa especialmente diseñada, y que realiza las mismas funciones que los pistones de un motor convencional, pero reduciendo peso y número de partes móviles."

Monday, May 14, 2007

Por definição: Led's no mundo automóvel - O futuro é brilhante

Há já algum tempo que não pegava nesta secção. Mas ela está de volta! Alguma vez se perguntaram o porquê de cada vez mais companhias (primeiro a Audi, agora a Lexus) estarem a oferecer como opção iluminação do tipo Led? Num futuro próximo, estes substiruirão completamente as lâmpadas "normais", muito devido ao seu baixo preço e inúmeras vantagens. E o que são Led's? Uma breve explicação: Led significa Light Emitting Diode, ou díodo emissor de luz. O que é um díodo não interessa muito para aqui, basta saber que quando fazemos passar uma corrente eléctrica por ele, luz é emitida, processo chamado eletroluminescência. A cor da luz emitida é característica da mistura de materiais que constituem o díodo. Podem ver aqui a que combinação de materiais corresponde cada cor. A tensão necessária para iluminar um Led costuma estar entre os 1,6 e 3,3V e a corrente entre 12 e 30 mA, bastante baixo quando comparado com os 12V e 4.6A (num médio de 55W) das lâmpadas usadas nos carros actualmente. Mas nem só no exterior se podem usar Led's, também o interior pode utilizar este tipo de iluminação. Desde o velocímetro até à mala, todas a lâmpadas do carro podem e deverão ser substituídas por Led's. Depois, é tudo uma questão de vantagens e os Led's só oferecem isso mesmo, vantagens:
  • Podem emitir cor de qualquer comprimento de onda só por eles. Luzes incandescentes necessitam de filtros de cor para o mesmo efeito;
  • São resistentes e por isso difíceis de quebrar muito graças à natureza rígida dos seus componentes. As luzes incandescentes partem muito facilmente;
  • Duram uma eternidade se comparadas com as lampadas incandescentes, chegando a diferença a ser de 20x;
  • Por fim, consomem muito menos energia.
Mais Info @ Link Link

Monday, December 11, 2006

Por definição: Binário


"O binário do motor a uma determinada rotação não é mais do que a energia mecânica que o motor é capaz de produzir em cada rotação. Traduz por isso a capacidade que o motor tem de produzir energia em cada explosão da mistura carburante. A unidade internacional do binário é o Newton x metro (N.m). É comum encontrar em fichas técnicas kg.m. Estas duas unidades relacionam-se da seguinte maneira: 1 kg.m = 9,8 N.m."

@ Link

Friday, December 8, 2006

Por definição: Coupé


"Originalmente denominado por um veículo "cortado" a partir dos lugares dianteiros, actualmente pode ser um veículo de cinco lugares e sempre com duas portas. A maioria dos construtores utilizam os coupés para as versões mais desportivas."